Maria Manuel Mota é uma bióloga distinta e uma líder influente na comunidade científica. Licenciou-se em Biologia e obteve um mestrado em Imunologia pela Universidade do Porto. Em 1998, concluiu o doutoramento em Parasitologia pela University College London (Reino Unido), realizando a sua investigação no National Institute for Medical Research, sob a orientação do Dr. Anthony A. Holder. Posteriormente, em 1999, integrou o laboratório do Prof. Victor Nussenzweig, na New York University Medical School, como investigadora de pós-doutoramento, onde também lecionou.
Ao regressar a Portugal, em 2002, Maria Mota liderou um grupo de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Em 2005, tornou-se líder da Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular (iMM) e Professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Em 2014, Maria assumiu o cargo de Diretora Executiva do iMM. É também Professora Visitante na Harvard School of Public Health.
Recentemente, Maria Mota assumiu o cargo de CEO do Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM), uma nova instituição resultante da fusão visionária entre o iMM e o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), combinando as suas competências e recursos.
Enquanto investigadora independente, Maria Mota fez contributos significativos para a compreensão dos parasitas do género Plasmodium e das suas interações com os hospedeiros. O seu trabalho pioneiro inclui a identificação de moléculas do hospedeiro que determinam a resistência ou suscetibilidade à malária grave, bem como daquelas que afetam a fase hepática do Plasmodium ou as interações entre infeções na fase sanguínea e na fase hepática.
Entre as distinções atribuídas a Maria Mota encontram-se o EMBO Young Investigator Award (2003), o European Science Foundation Young Investigator Award (2004) e o Howard Hughes Medical Institute International Investigator (2005-2010). A nível nacional, foi distinguida pela Presidência Portuguesa com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, recebeu o Prémio Pessoa (2013) e foi eleita membro da EMBO (2016). Em 2018, recebeu o Prémio Sanofi – Institut Pasteur, na categoria Mid-Career.
Até à data, Maria Mota publicou mais de 140 artigos em revistas científicas internacionais e detém cinco patentes internacionais. Foi convidada a proferir palestras em mais de 100 conferências internacionais e em instituições de investigação de renome a nível mundial. Adicionalmente, integra o Conselho Editorial de três revistas internacionais e organizou várias conferências internacionais na Europa e nos Estados Unidos.
Maria Manuel Mota é uma defensora apaixonada dos direitos das mulheres e de oportunidades justas de educação. Contribui mensalmente com uma coluna de opinião para o jornal português Expresso, promovendo a sua visão de uma sociedade baseada no conhecimento.